Gpli/ formação pedagógica
border=0
 
   Arquivos

12/08/2007 a 18/08/2007
13/05/2007 a 19/05/2007
18/02/2007 a 24/02/2007
26/11/2006 a 02/12/2006
05/11/2006 a 11/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
 
border=0
   Categorias

 Todas as mensagens
 Link
border=0
Outros sites

 APOSTILAS LINUX
 jOGOS MATEMÁTICOS


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


PROFESSOR FORMIGA


30/01/2006

Agência FAPESP - Um estudo feito na Universidade de Bristol, no Reino
Unido, demonstrou o que se acredita ser uma forma de educação formal
identificada em um animal não humano. A pesquisa verificou que formigas
usam uma técnica de ensino em que alguns indivíduos ensinam a outros as
melhores rotas até fontes de alimentos.

Sinais entre duas formigas controlam tanto o percurso quanto a
velocidade. Esse comportamento, segundo os pesquisadores, indica que
pode ser o valor da informação, mais do que o tamanho do cérebro, o que
influencia a evolução do aprendizado. O estudo, feito pelos professores
Nigel Franks e Tom Richardson, foi publicado na revista Nature.

De acordo com a definição de ensino no comportamento animal, um
indivíduo é um "professor" se ele modifica seu comportamento na
presença de um "aluno", a um custo inicial para ele mesmo, de modo a
dar um exemplo para que o outro consiga aprender mais rapidamente.
"Acreditamos que o real ensinamento sempre envolve troca nas duas
direções, entre o professor e o aluno. Em outras palavras, o primeiro
fornece informação ou direcionamento ao segundo, em uma freqüência
adequada às capacidades desse, e o pupilo sinaliza ao mestre quando
partes da lição foram assimiladas, de modo que o ensinamento possa
continuar", disse Franks, em comunicado da Universidade de Bristol.
Todas essas características estão presentes no comportamento das
formigas estudadas, da espécie Temnothorax, segundo a pesquisa. No
início do processo, chamado de "percurso em fila", o líder encontra um
jovem indivíduo disposto a segui-lo. Mas o processo é lento, pois o
aluno freqüentemente pára, de modo a olhar em volta à procura de sinais
para que possa aprender a rota. Após completar a localização espacial,
toca no líder para que a caminhada e o aprendizado continuem.

A análise detalhada dos movimentos dos professores e alunos mostra a
relação entre os dois. Se a distância entre eles fica muito grande, o
líder diminui a velocidade e o seguidor corre mais rapidamente. Nos
casos em que o espaço se torna muito pequeno, é a vez de o líder
acelerar.

A relação não supõe subordinação. Enquanto o professor fornece o
percurso, o aluno dita a velocidade da lição ao parar freqüentemente
para consolidar o seu conhecimento detalhado da rota. Outro ponto é que
o líder paga um preço, pois se seguisse sozinho chegaria cerca de
quatro vezes mais rápido à fonte de alimentos. Mas o benefício é que o
aluno aprende onde está a comida muito mais rapidamente por esse
processo do que o faria sozinho. Ou seja, a perda individual é
compensada grandemente pelo ganho coletivo.

Depois de aprender o percurso, o aluno torna-se professor, ensinando
outros indivíduos e ampliando o fluxo de informação dentro do
formigueiro. "É um comportamento eficiente com uma simplicidade
encantadora", disse Tom Richardson.

O artigo Teaching in tandem-running ants, de Nigel R. Franks e Tom
Richardson, pode ser lido por assinantes no site da Nature, em
http://www.nature.com.






Escrito por Angélica às 16h25
[   ] [ envie esta mensagem ]






[ ver mensagens anteriores ]
border=0